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Como limpar o seu carro em casa

Final de semana se aproximando, que tal você separar tempinho para fazer uma limpeza geral no carro? A seguir veja algumas dicas que o ajudarão a economizar na hora de manter o carro limpo.

Carpete

Chiclete: coloque uma pedra de gelo e remova após o endurecimento
Açúcar: aplique água morna e enxugue
Balas e doces: aplique glicerina, seguida pela receita doméstica* e enxugue
Batom: retire o excesso com espátula. Passe um pano umedecido com benzina, seguido pela receita doméstica* e enxugue
Sorvetes e frutas: aplique a receita doméstica* e lave com água morna. Enxugue
Lama: aplique sabão neutro. Depois, use água morna e enxugue
Leite: primeiro, use água morna. A seguir, aplique sabão neutro e enxugue
Óleos, graxa e gorduras: passe um pano com benzina e, depois, outro com água
Perfume: use a receita doméstica* e enxugue
Sangue, urina e vômito: aplique a receita doméstica* e enxugue

*Receita doméstica
Um litro de água morna, uma colher de sopa de vinagre branco e sabão neutro

Estofamento

- Use o mínimo possível de água. Os bancos possuem espumas que absorvem o líquido. Por isso, é difícil secar as peças por completo.

- A maioria das manchas pode ser limpa com água e sabão neutro, enxugando a seguir.

- Óleo, graxa e gordura devem ser “enxugados”. Primeiro, remova o excesso. Depois, passe um pano umedecido com benzina.

- Se a mancha não sair na primeira tentativa, leve o veículo para um lava-rápido. O tecido pode estragar se você insistir.

Pintura

- Manchas de concreto de garagens que caem sobre a pintura tente tirá-la o mais depressa possível. Se ela já secou, corte um limão ao meio e passe sobre a mancha até que ela desapareça. Depois enxágüe bem para retirar todo o resíduo do limão.

- Manchas de combustível misture óleo de motor sem uso com gasolina em uma porção de estopa ou flanela e esfregue no local afetado. Quanto mais recente for a mancha maior a eficiência dessa dica.

Atenção

- Evite lavar o motor, quando for usar água com alta pressão deve ter cuidado para não direcionar o jato para o motor e não molhar partes onde não pode haver entrada de água como o filtro de ar.

- Depois de tomar chuva não é recomendável passar pano ou flanela para secar o carro. A poeira que se acumula com o dia a dia pode riscar a pintura.

- Não coloque detergente no reservatório do limpador de pára-brisa pois ele pode cair na pintura e manchar.

Extintor de incêndio

O uso de extintor de incêndio é obrigatório em automóveis de passeio no Brasil desde 1972, pela Resolução nº 410/68 sobre o Decreto 62.127 de 16 de janeiro de 1968, que havia tornado seu uso obrigatório em veículos de carga e transporte coletivo. De fábrica os veículos passaram a trazer o extintor desde 1970, por força da mesma Resolução 410/68.

Em 22 de abril de 2004 foi publicada a Resolução nº 157¹, que determina a substituição dos extintores tipo BC, utilizados até então nos veículos, por produtos do tipo ABC.

A substituição foi proposta porque 90% dos incêndios iniciados no motor através de vazamento de combustível ou por curto-circuito (classes B e C, respectivamente), logo atingem materiais sólidos, como a manta do capô, partes plásticas, painéis, etc. (classe A), por isso adotou-se o pó ABC. Veja:

Classe A: Fogo em materiais sólidos que deixam resíduos (por exemplo: madeira, papel, tecido e borracha);

Classe B: Fogo em líquidos, gases e graxas, combustíveis ou inflamáveis (gasolina, óleo, álcool e querosene);

Classe C: Incêndios que envolvem equipamentos elétricos energizados (bateria e motores elétricos).

Os novos extintores têm durabilidade-padrão de 5 anos. O objetivo é acabar com a recarga dos extintores, isso porque um estudo do IPEM (Instituto de Pesos e Medidas) revelou que a qualidade dos extintores recondicionados de 59 oficinas apresentou um resultado alarmante: 98,3% foram reprovadas. Fonte: www.ipem.sp.gov.br

Desde 1º de janeiro de 2005 todos os carros novos comercializados no país – nacionais ou importados – trazem, obrigatoriamente, extintores com carga de pó ABC.

Entre os veículos em circulação (que ainda tenham extintores BC), a substituição também foi iniciada em janeiro de 2005 e ocorrerá gradualmente dentro do período de 5 anos, seguindo tabela de vencimento do teste hidrostático². A partir de 1º de janeiro de 2010, todos os veículos em circulação já deverão portar o extintor com carga de pó ABC ou equivalente.

Para saber quando fazer a substituição, verifique a data de fabricação do extintor atual (extintores originais), ou do último teste hidrostático (extintores recondicionados) indicado na base do cilindro e em cor prateada.

O critério de tempo adotado pelo CONTRAN para que os usuários façam a substituição dos extintores é simples: quanto mais velho for o cilindro, mais cedo deverá ser feita a troca.

Fonte: Kidde (www.kidde.com.br)

1 - Resolução Contran nº 157: http://www.denatran.gov.br/res157.htm

2 - Teste hidrostático: Teste de resistência do cilindro à pressão. É realizado de 5 em 5 anos. O último ano autorizado para testes em extintores veiculares (1kg) foi 2004.

Mecânica

É fundamental verificar pelo menos uma vez por ano os elementos essenciais, afinação do motor, troca de filtros (um filtro sujo diminui o rendimento do motor), etc.

Se o motor tiver velas que já não funcionam bem, desregulagem no sistema de injeção de combustível ou mau funcionamento na exaustão de gases, você estará jogando fora 15% ou mais de seu combustível.

Se os pneus estiverem abaixo de sua calibragem recomendada pelo fabricante, eles trarão mais resistência para rodar e você estará perdendo (além dos pneus) 5% do combustível. Se as rodas estiverem fora de alinhamento, você estará perdendo (além dos pneus) pelo menos 2% do combustível.

Cuidado com os Lava-rápidos!

Fique atento quando lavar seu carro em postos ou lava-rápidos (verifique os locais de sua confiança!) que utilizem desengraxantes na limpeza das rodas. Acontece que esses produtos contém formulas extra-fortes (muitas vezes, as mesmas utilizadas na limpeza de baús de alumínio de caminhões) e acabam removendo não só a sujeira como também o verniz e a pintura das rodas, causando grandes danos. O ideal é limpá-las com sabão neutro e água, ou no máximo, utilizar um detergente doméstico.

Motor

O motor é a fonte de energia do automóvel. Converte a energia calorífica produzida pela combustão da gasolina em energia mecânica, capaz de imprimir movimento nas rodas. O carburante, normalmente constituído por uma mistura de gasolina e ar (a mistura gasosa), é queimado no interior dos cilindros do motor.

A mistura gasosa é formada no carburador ou calculada pela injeção eletrônica, nos motores mais modernos, e admitida nas câmaras de explosão. Os pistões, que se deslocam dentro dos cilindros, comprimem a mistura que é depois inflamada por uma vela de ignição. À medida que a mistura se inflama, expande-se, empurrando o pistão para baixo.

Motor de 4 Cilindros - Corte Transversal
Motor de 4 Cilindros - Corte Transversal

O movimento dos pistões para cima e para baixo é convertido em movimento rotativo pelo virabrequim ou eixo de manivelas o qual, por seu turno, o transmite às rodas através da embreagem, da caixa de câmbio, do eixo de transmissão e do diferencial. Os pistões estão ligados ao virabrequim pelas bielas. Uma árvore de cames, também conhecida por árvore de comando de válvulas, movida pelo virabrequim, aciona as válvulas de admissão e escapamento situadas geralmente na parte superior de cada cilindro.

A energia inicial necessária para por o motor em movimento é fornecida pelo motor de arranque. Este engrena numa cremalheira que envolve o volante do motor, constituído por um disco pesado, fixado à extremidade do virabrequim ou árvore de manivelas.

Motor de 4 Cilindros - Corte Longitudinal
Motor de 4 Cilindros - Corte Longitudinal

O volante do motor amortece os impulsos bruscos dos pistões e origina uma rotação relativamente suave ao virabrequim. Devido ao calor gerado por um motor de combustão interna, as peças metálicas que estão em contínuo atrito engripariam se não houvesse um sistema de arrefecimento.

Para evitar desgastes e aquecimento excessivos, o motor inclui um sistema de lubrificação. O óleo, armazenado no cárter sob o bloco do motor, é obrigado a circular sob pressão através de todas as peças do motor que necessitam de lubrificação.

Fonte: Paulo G. Costa

Pneus

Para conseguir uma boa performance dos pneus é necessário observar frequentemente (pelo menos uma vez ao mês) e sistematicamente antes de longas viagens sem esquecer o pneu reserva, se a calibragem esta correta. Estas verificações devem ser feitas com os pneus frios porque a pressão aumenta com a rodagem. Fazer o rodízio dos pneus a cada 10.000Km.

Desgastado nas bordas - pode ser causado por falta de pressão. A calibragem esta abaixo da pressão recomendada pelo fabricante ou desalinhamento. Solução: Calibragem correta.

Desgastado no centro - geralmente indica que o pneu esta super cheio. A calibragem esta acima da recomendada pelo fabricante. As vezes as pessoas desconfiam que um pneu esta vazando um pouquinho e para compensar aumentam a calibragem, o que é muito ruim. Solução: Calibragem correta

Vibrações (chime) que são sentidas no volante acima de uma determinada velocidade. Isto é muito perigoso e acontece por falta de balanceamento ou outro problema que leva a roda a trabalhar de maneira desigual. Além de acabar deformando definitivamente os pneus, leva a perda de controle do veiculo e outros prejuízos na suspensão. Solução: balanceamento e exame dos componentes da roda.

Prevenção, uma vez que um desgaste se faz maior em qualquer ponto do pneu, ele ficará para sempre caso o desbalanceamento não for na roda. Um pneu novo não adiantará, pois o defeito não foi consertado, ele também se estragará.

Observe cuidadosamente seus pneus a parte de fora e do interior da roda, para verificar algum desgaste circular maior na banda de rodagem de um lado ou do outro. Solução: Vá a um mecânico ver se a cambagem esta correta (o ângulo de inclinação das rodas).

Se for fazer o rodízio dos pneus e quiser incluir o estepe (se o estepe for um pneu igual aos outros quatro). O estepe deverá ser colocado na posição: Roda Traseira Direita.

Você esquenta o seu carro à álcool?

Saiba que nos motores atuais, mesmo nos carros modernos movidos a álcool, não há mais necessidade de “esquentá-lo” previamente. Basta você sair com o veículo de maneira “tranquila”, sem forçar o motor, até que a temperatura esteja normal para que o câmbio e demais peças de transmissão e componentes de lubrificação, freios, etc., atinjam a temperatura ideal de funcionamento em conjunto com o motor.

Cuidados com a bateria

Se você vai deixar seu carro parado por mais de um mês é aconselhável desligar os dois cabos da bateria.

Não desligar os terminais com o motor funcionando. Não recarregar a bateria sem desligar os terminais.

Quando for carregar a bateria com um carregador, respeite as instruções do fabricante de carregador de baterias, desligue a bateria começando pelo terminal (-), ao voltar a ligar começar pelo terminal (+) e verificar que os terminais da bateria e as respectivas braçadeiras estão limpos. Se estiverem com uma massa branca ou esverdeada, é importante limpá-los.

A alimentação elétrica permanente é necessária para abastecer os sistemas eletrônicos. Depois de ter desligado e re-ligado a bateria, ligue a chave e espere 15/20 segundos antes de virar o motor de arranque.

Fazer uma “chupeta”, colocar o motor para funcionar partindo de uma bateria auxiliar, ligar o cabo vermelho aos terminais (+) das duas baterias, ligar uma das extremidades do outro cabo (preto) ao terminal (-) da bateria auxiliar, ligar a outra extremidade do cabo a um ponto da massa do veiculo avariado o mais longe possível da bateria, ligar a outra extremidade do cabo a um ponto da massa do veiculo avariado o mais longe possível da bateria, acionar o motor e deixar trabalhar e espere voltar a marcha lenta e desligue os cabos.

Correia dentada

Correia dentada

A correia dentada é um componente relativamente barato, mas se o motorista esquecer de trocá-la no tempo certo e ela quebrar, a dentada no bolso é muito maior… Afinal, ela é responsável pelo sincronismo entre a parte móvel inferior do motor e a parte superior do mesmo, parte essa onde se encontram comando de válvulas e suas respectivas válvulas, muitas válvulas!

Se a correia arrebentar, os problemas são grandes (embora varie de motor para motor). Em alguns modelos, o rompimento danifica seriamente o motor, pois as válvulas param, mas os pistões não. Assim, as válvulas que estiverem abertas serão atingidas com violência pelo pistão quando estes sobem e chegam no ponto morto superior, ocasionando empeno e, em alguns casos, quebra do dispositivo.

O conserto, além da correia, fica por conta de novas válvulas, juntas, retífica do cabeçote e, dependendo do caso, até troca de pistões. Em outros casos, talvez isso não aconteça, entretanto, se a correia perde um ou mais dentes, ou fica frouxa saltando alguns dentes no momento da partida(com motor frio), o comando de válvulas fica fora de posição em relação ao virabrequim e o motor passa a funcionar de maneira irregular, podendo chegar até a parar de vez.

A correia não se rompe apenas pelo desgaste normal, por exemplo, se o motor tiver com um vazamento de óleo pela junta da tampa de válvulas, este óleo compromete a durabilidade da correia, que é sensível a solventes de derivados de petróleo. Portanto, não hesite: na dúvida é melhor trocar a correia dentada mesmo que ela aparente estar em bom estado, afinal, o custo é relativamente baixo e pode preservar o seu bolso no futuro.

Na dúvida, verifique a tensão da correia e se apresentar rachaduras, marcas de desfiamento e fissuras na parte debaixo dos dentes, troque-a . Estes são alguns sinais definitivos de que a correia precisa ser substituída. Outro detalhe importante: a correia deve ser montada ou trocada por um especialista, que deve colocá-la obedecendo a uma ordem precisa de posicionamento das polias, para que o motor fique no sincronismo correto.

Bomba de Combustível

Bomba de Combustível

A bomba elétrica é indispensável em motores alimentados por injeção eletrônica. Trata-se de um pequeno motor elétrico (com uma pá ou turbina) que injeta combustível sob pressão na galeria dos bicos injetores. A pressão, por ser maior, permite que o sistema de injeção trabalhe otimizado, o que melhora o desempenho e impede que as variações de rotação do motor interfiram no suprimento de combustível, como acontece no carro com carburador. Ela fica instalada dentro do tanque ou diretamente na linha de alimentação, junto ao tanque. A turbina, ou pistão interno, siliconizado, bombeia o combustível sobre pressão para o filtro de combustível e daí para os bicos injetores, que controlam a vazão de combustível. A bomba começa a trabalhar assim que o contato é acionado, enviando o combustível para o motor, o que facilita a partida.

Se o motor não pega, geralmente um relé corta o fornecimento de combustível, desligando a bomba. Um sistema de retorno faz com que o excesso de combustível retorne ao tanque, permitindo que a bomba mantenha pressão a constante. Para saber se a bomba elétrica está funcionando, basta ficar atento para ouvir o seu zumbido (semelhante ao do esguichador de água do pára-brisa) antes do motor entrar em funcionamento.

Lembre-se que você ouvirá o zumbido só por alguns instantes, pois se o motor não entrar em funcionamento ela também pára. Os problemas mais comuns na bomba elétrica são bicos injetores entupidos, bomba queimada, obstrução ou dano na linha de alimentação e problema elétrico de alimentação na própria bomba (fusível queimado, mal contato ou fio solto). Neste caso, basta substituir as mangueiras ou dutos obstruídos, limpar os bicos das válvulas injetoras e trocar os fusíveis que estiverem queimados. Se voltarem a queimar, está ocorrendo um curto-circuito em algum lugar da fiação que deve ser examinada por um eletricista